A campanha parte de uma provocação clara: todos conhecemos alguém que não separa embalagens, e ignorar esse comportamento tem contribuído para que Portugal continue atrasado face ao resto da Europa em matéria de reciclagem. O objectivo é trazer este tema para o centro da conversa, desafiando hábitos e incentivando uma mudança de atitude colectiva.
Apesar de, em 2024, terem sido encaminhadas para reciclagem 477 mil toneladas de embalagens, correspondendo a uma taxa de 58,6%, e de se prever uma subida para cerca de 61% em 2025, os números continuam aquém das metas europeias, fixadas em 65% já no curto prazo e 70% até 2030. No contexto europeu, Portugal mantém-se abaixo da média, não por falta de produção de resíduos, mas por dificuldade em garantir a sua correcta separação e encaminhamento.
Mais do que um diagnóstico, esta abordagem assume-se como um apelo à acção, sublinhando que o cumprimento das metas depende, em grande medida, do comportamento individual. Mudar hábitos é urgente, porque continuar a adiar esta responsabilidade colectiva compromete não só os objectivos ambientais, mas também o futuro da gestão de resíduos no país.